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DÚVIDAS FREQUENTES

Selecionamos algumas curiosidades, dicas e dúvidas frequentes, para você entender melhor a fonoaudiologia. Caso tenha alguma dúvida que não contenha nesta página, envie uma mensagem para nossa equipe.

O que é fonoaudiologia?

A fonoaudiologia é a ciência que trata da comunicação e tudo que a envolve: fala, linguagem, escrita/aprendizagem, acidentes e traumas neurológicos, musculaturas bucal e facial e também a audição. Também envolve a deglutição/engasgos, acompanhamento aos tratamentos ortodônticos, ronco/apneia do sono, vertigem, UTI, estética facial...

Preciso encaminhamento médico para fazer terapia fonoaudiológica?

Não. O profissional de fonoaudiologia tem autonomia para fazer escolhas terapêuticas e realizar seus procedimentos com seus pacientes, dentro da sua competência. O que ocorre é que alguns convênios de saúde exigem a indicação clínica de um médico para liberar o atendimento. Este documento é entregue para o convênio pela clínica e o tratamento transcorre normalmente.

Quantas sessões serão no tratamento fonoaudiológico?

Este número será definido após a avaliação fonoaudiológica. Não há como precisar a quantidade de sessões, semanais ou não, para a função alterada. Existem situações em que se alcança a melhora em menos de 10 sessões, como no pós-operatório de pregas vocais e outros que não tem previsão como nos casos das síndromes ou sequelas neurológicas.

Meu filho está demorando a falar. Posso esperar até os quatro anos?

Não. Há um consenso de que a criança deve iniciar a fala ao chegar a um ano de idade, mas pode estender-se por mais um pouco, ou até antecipar. Esta informação de que criança inicia terapia aos quatro anos é mais comum do que se pensa e é equivocada. Vários fatores podem contribuir para esta demora, mas deve sempre haver uma avaliação em cada caso. Se for grave os procedimentos serão tomados mais rapidamente e nos mais corriqueiros o fonoaudiólogo colocará a criança em terapia junto com a mãe e/ou outros familiares para adequar a conduta comunicativa e o processo de fala ser iniciado.

Meu pai teve um AVC. Precisa continuar o tratamento de fonoaudiologia depois da alta do hospital?

Sim. O acidente vascular cerebral ou encefálico é uma injúria grave no cérebro que atinge várias áreas de trabalho fonoaudiológico: a fala, o pensamento, a linguagem, a deglutição e os movimentos bucais e faciais ou os processos cerebrais da audição. É um quadro bastante importante e o atendimento fonoaudiológico já se inicia na UTI, mas as alterações perduram por algum tempo além da alta hospitalar. Por serem sequelas – alterações permanentes não de nascença – elas tendem a retornar à situação inicial do AVE.

Ronco muito quando durmo e paro algumas vezes de respirar. É normal?

Não. Este quadro – a apneia do sono – pode ser bastante importante e um médico deverá ser consultado.

Há alternativas de procedimentos médicos, inclusive cirúrgicos. Após a definição do quadro a terapia fonoaudiológica será iniciada para o fortalecimento das estruturas da língua e garganta.

Preciso falar muito e tenho rouquidão com frequência. É normal?

Não. A rouquidão é um sintoma de que algo não vai bem com as pregas vocais e não pode ser nem com frequência, nem por períodos prolongados. Uma ou outra vez, depois de um esforço reconhecido, não se caracteriza uma patologia da voz, mas frequente e em profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho é indicativo da procura de um fonoaudiólogo. Conjuntamente com avaliação e/ou conduta de um médico otorrinolaringologista, a terapia fonoaudiológica apresenta um alto índice de correção de distúrbios da voz, inclusive nas crianças.

Qual a diferença entre freio lingual curto e língua presa?

O freio lingual pode ser observado quando levantamos a ponta da língua e a encostamos atrás dos dentes superiores com a boca aberta. Aparece uma membrana que deve ter um tamanho certo e uma espessura certa para cada boca. Muitas pessoas chamam de língua presa indivíduos que falam sons com a língua para fora, entre os dentes. Esta fala não caracteriza uma língua presa e sim uma alteração de modo da produção de alguns sons. O freio curto é uma situação mais complexa que depende de alguns profissionais como médicos, dentistas e fonoaudiólogos para que se estabeleça uma ou mais condutas para liberar a língua, pois é um quadro que atrapalha de forma importante desde a alimentação dos bebês até a vida adulta.

Meu filho ficou meses internado em UTI neonatal. O que preciso fazer?

O hospital informa todos os procedimentos médicos a serem tomados quando o bebê recebe alta. O trabalho fonoaudiológico pode ser extenso nestas crianças e inicia com auxílio a sucção do peito, estímulos bucais para a introdução dos alimentos sólidos e salgados, início de fala, linguagem, processos do desenvolvimento, etc. A necessidade de UTI no início da vida não implica necessariamente que funções irão atrasar ou faltar. Mesmo no caso de prematuridade importante, as crianças desenvolvem-se bem sem nenhuma intercorrência ao longo da vida. O importante é observar o desenvolvimento e fazer as avaliações com profissionais da área da saúde.

O que é uma equipe de reabilitação?

A equipe de reabilitação é um conjunto de profissionais que farão com que o indivíduo volte a ter ou inicie funções necessárias à vida. Basicamente é composta de fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, mas também pode incluir o psicólogo, psicopedagogo, musicoterapeuta, nutricionista, enfim, todos os profissionais da saúde para a manutenção e desenvolvimento de uma vida plena e saudável.

A escola do meu filho está falando em Regime de Inclusão. O que é isto?

Regime de inclusão é uma situação especial de escolaridade onde a criança terá, garantida por Lei, algumas condições especiais para o aprendizado e a evolução acadêmica. A equipe de reabilitação precisa definir junto com a escola o que é necessário para esta criança e deverá também ter um laudo médico para que as medidas especiais sejam tomadas.